O futuro das missões espaciais está, literalmente, sendo construído na fábrica da Boeing na Florida, Estados Unidos. Algumas das mentes mais brilhantes da indústria estão debruçadas no processo de construção da cápsula espacial Crew Space Transportation (CST) – 100 Starliner, ou simplesmente Starliner. A cápsula será utilizada pela NASA em missões na órbita da Terra e na Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), tendo a sua primeira viagem não-tripulada agendada para 2018.

Sem qualquer precedente, a cápsula projetada pela Boeing também abrirá caminho para as primeiras viagens comerciais ao espaço, levando a humanidade um passo adiante na exploração do espaço.

Com design único, a Starliner será a primeira cápsula construída nos Estados Unidos capaz de pousar em solo, o que permitirá a sua reutilização em outras missões – até dez reutilizações com espaço de seis meses entre uma e outra. Para possibilitar a inovação, a máquina projetada pela Boeing será equipada com paraquedas e airbags para absorção de impacto no momento do pouso.

Outra novidade importante incorporada ao equipamento é um sistema autônomo de acoplagem à Estação Espacial Internacional, o que facilita a manobra da cápsula em um dos momentos mais críticos de qualquer missão espacial. Adicionalmente, os astronautas a bordo da Starliner terão acesso sem fio à internet para facilitar a comunicação entre todos os membros da equipe.

Treinamento de astronautas

Se por um lado a Starliner incorporará sistemas e conceitos únicos às viagens aeroespaciais, por outro é preciso treinar os astronautas que irão operar a nova cápsula.  Para isso, astronautas da NASA estão passando por uma série rigorosa de treinamentos no Simulador de Missão da Boeing (Boeing Mission Simulator – BMS), sistema que simula exatamente o mesmo ambiente encontrado na cápsula espacial projetada pela fabricante.

No simulador da Boeing, os astronautas são expostos aos mesmos dispositivos presentes na cápsula real: cada interruptor, botão e sistema de controle é uma reprodução realista do que é encontrado na Starliner.

“Um ponto interessante de simuladores como este é que ele te permite praticar exaustivamente. Muitas pessoas perguntam se não é assustador operar um ônibus espacial, mas a verdade é que, uma vez lá, você já está completamente familiarizado com todo o ambiente e operação do sistema”, explica a astronauta da NASA Suni Williams. Suni é uma veterana em viagens espaciais e já contabiliza mais de 300 dias de permanência na órbita da Terra.

Ao longo do programa de treinamento, os astronautas simulam diferentes etapas e situações encontradas em missões espaciais, incluindo as fases de lançamento, voo e retorno à Terra.

“Aprender a operar máquinas como esta é parecido com aprender a andar. Você começa andando devagar, passa a caminhar com firmeza e quando percebe já está correndo”, compara o astronauta Eric Boe, um dos astronautas da NASA que participa do programa de treinamentos da Boeing.

Quer saber mais? Confira abaixo vídeos (em inglês) com mais detalhes sobre a parceria da Boeing com a indústria aeroespacial.