Parceria de ponta: inspirando os engenheiros de amanhã

Desde sua criação em 2011, a Boeing tem apoiado o programa Ciência sem Fronteiras do governo brasileiro, oferecendo cursos e visitas para estudantes universitários de engenharia aeroespacial e aeronáutica em suas instalações nos Estados Unidos. Ao todo a Boeing já patrocinou 71 alunos, sendo 14 em 2012, 32 em 2013 e 25 em 2014. Eles passaram oito semanas conhecendo a Boeing e trabalhando em dois projetos especiais.

“O apoio ao programa Ciência sem Fronteiras permite à Boeing engajar-se com estudantes de engenharia no início de seu estudo acadêmico e fornece a eles uma experiência ímpar de aprendizado”, afirma o presidente da Boeing Internacional, Shep Hill, que é também vice-presidente sênior de desenvolvimento de negócios e estratégia. O programa não beneficia apenas os alunos, mas também ajuda a Boeing a estabelecer contato com escolas de engenharia de alto nível no Brasil e, simultaneamente, apoiar um programa tido como prioridade nacional pelo governo brasileiro”, completa.

Desafios na prática: biocombustível e VANTs
Durante o programa os estudantes viajaram pelos EUA visitando as instalações da empresa em Seattle e na Flórida, onde viram de perto as operações da companhia, interagiram com líderes da Boeing e puderam aplicar o que estudaram durante o ano cursado nas universidades americanas pelo programa Ciências Sem Fronteiras.

Em 2014, os estudantes trabalharam em dois projetos práticos que visam desenvolver habilidades de elaboração de propostas, de comunicação e liderança. Um deles foi sobre o desenvolvimento de biocombustíveis sustentáveis e como superar o desafio de criar uma cadeia de fornecimento sustentável no Brasil. Em outro projeto, os estudantes aplicaram habilidades tais quais fundamentos de sistema de hélice para modificar veículos aéreos não tripulados (VANTs) em laboratório, sendo que cada equipe recebia uma missão que deveria cumprir, tal como vigilância, entrega de encomendas e monitoramento remoto.

“Todo o conhecimento adquirido nesse programa de estágio pode ser aplicado em diversos setores técnicos, mas o mais valioso de tudo isso é a capacidade que adquirimos em trabalhar em equipe, de maneira conjunta e organizada, com objetivos claros e com todos motivados e comprometidos a vencer os desafios que nos deram, e isso pode ser aplicado em todas as áreas em que nos envolvermos”, afirma Rodrigo de Carvalho Gonçalves, 23 anos, estudante de engenharia aeroespacial pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Para dar suporte a esses estudantes, vinte e cinco profissionais da Boeing atuaram voluntariamente como mentores durante o ano letivo. Com o conhecimento e a experiência adquiridos de seus mentores, esses estudantes não apenas se tornarão engenheiros melhores, como estarão ainda aptos a se tornarem os mentores de uma futura geração de estudantes de engenharia no Brasil.

A Boeing acredita que proporcionar experiências por meio de bolsas de estudo a estudantes de outros países constrói relacionamentos positivos e promove a diversidade na empresa – elementos essenciais para aprimorar a marca global da Boeing e manter a empresa competitiva no século XXI.

“Tivemos a oportunidade de visitar a fábrica da Boeing em Everett, Washington, que é simplesmente a maior do mundo. Como estudante de engenharia espacial só posso dizer que foi uma experiência sem igual”, conta Hugo Borges, estudante de engenharia espacial na Universidade Federal de Santa Catarina. “O programa da Boeing é muito específico para os alunos brasileiros do Ciências Sem Fronteiras e certamente nos dará ótimas possibilidades no futuro, pois aprendemos com os executivos da empresa e vimos na prática o que é ser um engenheiro”.

Os estudantes conheceram também as instalações da Boeing na Flórida onde puderam conhecer o trabalho lendário desenvolvido pelos engenheiros no programa espacial do governo americano e na estação espacial internacional. Ali, conheceram ainda os projetos atuais da Boeing neste segmento, como o desenvolvimento de satélites que viabilzam o uso do GPS, de cápsulas espaciais e do mais potente foguete já construído, o Space Launch System (SLS), que marca a volta da exploração do espaço por seres humanos.  

Donna Hrinak, presidente da Boeing no Brasil, ressaltou o valor do programa e as oportunidades que podem trazer aos jovens em seu retorno ao Brasil. “A história da Boeing é a história da aviação e, depois desse verão, vocês também se tornaram parte dessa história. E, mais importante, vocês escreverão o futuro”.