• Boeing e Brasil: parceria inspira e desenvolve futuros líderes

    Estudantes brasileiros de engenharia visitaram unidades da Boeing em Puget Sound e na Flórida

    09 de setembro 2014

    Ana Ferreira

    Inspirar a próxima geração de líderes da indústria aeroespacial e expandir parcerias internacionais são estratégias dos líderes da Boeing para garantir o sucesso da empresa, e essas duas estratégias se uniram este ano, quando 25 estudantes brasileiros de engenharia aeroespacial e aeronáutica completaram um programa de estágio de oito semanas na Boeing, como parte do programa do governo brasileiro, Ciência sem Fronteiras.

    Pelo terceiro ano consecutivo, a Boeing ofereceu um programa de estágio a estudantes brasileiros que participam do programa de bolsas de estudo financiado pelo governo brasileiro e que lhes dá a oportunidade de estudar, por um ano letivo, em uma universidade dos Estados Unidos. O programa é parte de um esforço mais amplo do governo brasileiro para incentivar os universitários do país a seguirem carreira nos campos de ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM, na sigla em inglês).

    “O Ciência sem Fronteiras possibilitou à Boeing engajar os estudantes de engenharia no início de sua vida acadêmica e de proporcionar a eles uma experiência de aprendizado inédita”, afirmou Shep Hill, presidente da Boeing Internacional e vice-presidente sênior de Desenvolvimento e Estratégia de Negócios. “O programa beneficiou os estudantes e ainda ajudou a Boeing a, simultaneamente, estabelecer uma afiliação profissional com as melhores escolas de engenharia do Brasil e apoiar um programa tido como prioridade nacional pelo governo brasileiro”.

    Por meio de um currículo especializado desenvolvido pela área de Aprendizado, Treinamento e Desenvolvimento da Boeing em parceria com as universidades americanas Caltech e Georgia Tech, os bolsistas adquirem conhecimento e experiência prática que levam de volta com eles ao Brasil. Durante todo o verão, os bolsistas foram desafiados a aplicar suas habilidades de engenharia para modificar e realizar voos teste com um veículo aéreo não tripulado (VANT), e também para aprender como desenvolver uma proposta para promover a indústria de biocombustíveis sustentáveis para aviação no Brasil.

    Visando contribuir para o aprendizado de cada bolsista, a Boeing designou um mentor para cada estudante, que o orientou e apoiou durante sua estadia de dois meses na empresa. Além disso, os bolsistas puderam se encontrar com líderes do alto escalão da empresa, entre os quais, Dennis Muilenburg, vice-chairman, presidente e CEO da Boeing.

    “A força de nossa marca e nossos longos relacionamentos internacionais são duas das maiores vantagens competitivas da Boeing”, disse Muilenburg aos bolsistas durante a mesa redonda realizada no Centro de Experiência do Cliente da Boeing, em Renton, Washington. “Investindo em futuros líderes da indústria aeroespacial como vocês, compartilhamos conhecimento tecnológico e também nos beneficiamos da sua perspectiva global”.

    Mateus Pereira, aluno da Universidade Federal de Minas Gerais, descreveu a experiência na Boeing como transformadora: “Eu adoraria poder aprimorar a tecnologia na indústria aeroespacial e contribuir, de alguma forma, para aumentar nossa qualidade de vida”, disse Pereira, que passou um ano na Georgia Tech University, em Atlanta. “O programa da Boeing foi uma ótima oportunidade para desenvolver minhas habilidades de engenharia e para ter uma visão de como a engenharia aeroespacial está sendo desenvolvida em uma das maiores empresas do mundo”.

    Em seu discurso na cerimônia de formatura, na Flórida, Donna Hrinak, presidente da Boeing Brasil, ressaltou o valor de longo prazo do programa e como a experiência mudará os estudantes. “A história da Boeing é a história da aviação e, depois deste verão, vocês se tornaram parte dessa história e, o mais importante, escreverão o futuro da aviação”, disse Hrinak.

    Boeing oferece uma lição sobre negócios que ultrapassa fronteiras

    Estudantes brasileiros do programa Ciência sem Fronteiras passaram dois dias no escritório da Boeing Redes e Sistemas Espaciais, em Titusville, Flórida, onde aprenderam sobre a inovação que a Boeing, líder da indústria, tem trazido para a exploração espacial e os serviços de satélite há mais de 50 anos.

    Na ocasião, os estudantes conheceram a longa história de trabalho da Boeing no programa do ônibus espacial e outros programas que promoveram a exploração do espaço pelo homem e melhoraram a comunicação e a segurança ao redor do mundo, como a Estação Espacial Internacional e a constelação de satélites GPS.

    Uma equipe de engenheiros falou aos alunos sobre dois novos projetos em desenvolvimento pela Boeing: o SLS (sigla em inglês para Sistema de Lançamento Espacial) e o CST-100 (Transporte Espacial Tripulado). O SLS será o mais poderoso foguete já construído, o que marca os próximos passos para impulsionar o retorno dos Estados Unidos à exploração humana do espaço. Já o CST-100 promoverá o desenvolvimento da capacidade americana de realizar transporte espacial comercial tripulado para interligar a órbita baixa da Terra e a Estação Espacial Internacional.

    Os estudantes visitaram locais históricos, como o Centro Espacial Kennedy e a base da Força Aérea em Cabo Canaveral, e foram inspirados pela liderança em tecnologia e a engenhosidade da Boeing.

    “Como universitário, você não tem essa oportunidade de ver o alcance da indústria. A Boeing é uma empresa tão grande. É uma inspiração”, disse Diogo Oliveira, estudante da Universidade Federal de Uberlândia, que estudou por um ano no Instituto de Tecnologia da Flórida.

    “Receber grupos como esses dá à Boeing a oportunidade de engajar a próxima geração da força de trabalho em nossa indústria, a geração que continuará a jornada de descoberta”, disse Brenda Isaza, engenheira de design estrutural líder que recebeu os estudantes no Centro Espacial Kennedy.