A Boeing e os Biocombustíveis Sustentáveis no Brasil

A Boeing está servindo como catalisadora para o setor brasileiro de biocombustíveis de aviação, incluindo o recrutamento de companhias aéreas brasileiras para o Grupo de Usuários de Combustível Sustentável para Aviação (SAFUG). A Marinha dos EUA e a Boeing estão liderando um processo de aprovação de biocombustíveis para o F-18 Super Hornet, que está previsto para terminar este ano. Em abril de 2010, a Marinha dos EUA realizou um voo de Super Hornet com uma mistura 50/50 de biocombustível (de camelina) e combustível derivado do petróleo.

Em outubro de 2011, a Boeing, a Embraer e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) anunciaram um acordo de colaboração de longo prazo em pesquisa e desenvolvimento de biocombustíveis para aviação, um movimento que representa mais um passo importante na criação, no Brasil, de uma indústria de biocombustíveis sustentáveis para aviação. Como resultado, a Boeing, a Embraer e a FAPESP lançaram, em junho de 2013, um relatório detalhado, descrevendo as oportunidades e desafios de criar, no Brasil, uma indústria de produção e distribuição de combustível de aviação bioderivado, sustentável e economicamente viável.

Em março de 2012, a Boeing, a Airbus e a Embraer assinaram um Memorando de Entendimento para trabalhar em conjunto no desenvolvimento de biocombustíveis acessíveis para a aviação. Os três principais fabricantes concordaram em buscar oportunidades colaborativas de falar em uníssono com o governo, com produtores de biocombustíveis e outras partes-chave para apoiar, promover e acelerar a disponibilidade de novas fontes de combustível sustentável para aviação.